Impressora jato de tinta cria super-herói em Brasília

11 março 2015
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Tech
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Com uma Impressora jato de tinta junto ao corpo e um uniforme, o homem salva quem precisa reproduzir algum documento urgente

A Impressora jato de tinta acompanha computadores desktops e notebooks em empresas e casas por todo país. Até aí tudo bem, é o esperado. A surpresa é encontra-la como uniforme de trabalho de um homem na nossa capital federal. Rubens P. Nogueira é o homem-impressora. Conhecido na região, o homem que estava desempregado, viu na eterna e consagrada burocracia brasileira uma chance de faturar. Ele circula pela Praça dos Três Poderes com um tipo de colete em que leva uma Impressora jato de tinta. Com ela, ele pode tanto imprimir arquivos a partir de um pendrive e como também criar fotocópias de documentos diversos.

Como fonte de energia, ele conecta a Impressora jato de tinta a uma bateria de carro também adaptada, que ele leva dentro da mochila, onde ele também guarda outros suprimentos como cartuchos reservas e tinta para o Bulk Ink, além de folhas de sulfite. É a boa e velha criatividade brasileira em prática.

“Tive a ideia quando estava vendo na TV uma reportagem sobre as facilidades da Impressora jato de tinta moderna. Sua capacidade como scanner, fotocópia e a qualidade de suas produções, tanto no contraste entre tons de preto e branco e em tinta colorida. A matéria também falava de como os serviços de impressão fora de casa estavam crescendo e a necessidade dos cidadãos de resolver na hora algumas questões. Vi aí uma chance. Estava sem emprego e já tinha uma Impressora jato de tinta em casa, funcionando legal. Pensei em montar no carro, uma espécie de bazar móvel, mas em alguns locais aqui em Brasília, o trafego é restrito e o estacionar, nem pensar. Puxa, precisava de uma solução”, diz o metalúrgico Rubens. E ela veio na forma de um colete flexível, para manter a Impressora jato de tinta, e uma fantasia de carnaval. “Sempre gostei do Super-Homem, e vi aí, a minha chance salvar o dia de alguém e o meu também”, ele completa.

Rubens cobra R$ 2 por cada reprodução na Impressora jato de tinta. Pode parecer caro, mas quem já foi até a capital federal, já viu que não há nenhum tipo de comércio próximo aos grandes prédios públicos, então ele acaba sendo a única opção nas redondezas. “Estou levando o serviço até o cliente. Sem mim, ele teria de se deslocar bastante, e o transtorno provavelmente sairia mais caro. É o custo de ter o que você precisa onde você está”, Rubens afirma.

O ex metalúrgico criou um compartimento adicional para adaptar sua Impressora jato de tinta para o uso do Bulk Ink. Nele ficam quatro garrafinhas, recarregáveis, de tinta que diminuem em muito os custos de impressão. “Pode parecer estranho, mas é dessa forma que sustento a minha família e ainda consigo oferecer algum conforto, e ao mesmo tempo presto um serviço valioso”. Essa é a cara do Brasil. De um lado o talento, a inovação e na outra o desemprego e as dificuldades. Mas felizmente o primeiro, lado ainda está vencendo.

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